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Opinião

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De: Sergio Silva em Recife, 04/03/2016 11:30:14h

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GERAL

Obesidade X Fator Social: Abdon Murad Júnior aborda o assunto

 

05/08/2019

 

As características do ambiente têm papel relevante no desenvolvimento da obesidade, uma vez que podem influenciar hábitos de vida saudáveis ou não saudáveis. O consumo alimentar e a atividade física, principais causas a determinar se uma pessoa estará ou não com excesso de peso, são originados também por fatores como renda, escolaridade e sexo.

“Tanto mulheres quanto homens tendem a ganhar peso no período entre os 30 e os 39 anos. Dos 20 aos 29, apenas 31,2% das mulheres e 38,2% dos homens são obesos. Na década seguinte, ocorre um grande salto, quanto o percentual de mulheres acima do peso aumenta para 54,4% e o de homens para 58,5%.” Explica o Dr. Abdon Jr.

Os índices análogos são mantidos a estes na década seguinte, e voltam a aumentar na casa entre 50 e 60 anos, quando 69,3% das mulheres e 66,8% dos homens estão obesos. Quanto à situação conjugal, o comprometimento engorda: 57,4% das mulheres com parceiro e 61,6% dos homens comprometidos estão acima do peso, em oposição, respectivamente, a 45,3% e 42,6% dos solteiros.

No que diz respeito a hábitos alimentares e estilos de vida, uma surpresa: o relato de refrigerante dietético foi associado à obesidade em ambos os sexos. Enquanto apenas cerca da metade daqueles que não consomem refrigerante ou consomem bebidas gasosas de todos os tipos estão acima do peso, 82,7% dos homens e 61,3% das mulheres que bebem refrigerante diet, light ou zero são obesos.

De acordo com o Abdon José Murad Jr., este resultado possivelmente se deve a um mecanismo denominado compensação calórica. Neste mecanismo, uma vez obeso, o indivíduo começa a tomar medidas para restringir o ganho de peso, passando então para tipos de refrigerante sem açúcar.

Por consumir um alimento dietético, entretanto, a pessoa acredita ter permissão para consumir outras comidas mais calóricas, compensando excessivamente a ausência de bebidas dietéticas com outros alimentos que engordam.

Os fatores psicológicos são fortes motivadores do comportamento que manifestamos, inclusive os alimentares. O comer compulsivo, o incorporar o alimento é uma forma de buscar coisas que nos faltam, como amor e aprovação. A alimentação também está associada à socialização e com frequência as pessoas saem com os amigos para se alimentar. Quando se sentem sozinhas podem, então, buscar no alimento uma forma de compensação desta falta que sentem das pessoas.

Estamos sempre à procura de alguma coisa, por isso haverá sempre “um vazio” impossível de ser alimentado com comida. Estes fatores são muitas vezes o grande vilão do aumento de peso, que se não controlado poderá levar a pessoa à obesidade.

A famosa fase oral, descrita por Sigmund Freud revela o fato incontestável de que a primeira forma de prazer do bebê acontece através da boca e especificamente do ato de sugar o leite materno. A interação da mãe com o bebê e, posteriormente a interação da família com a alimentação da criança, constitui fator fundamental no surgimento de alguns casos de obesidade.

Na visão do médico Abdon José Murad Júnior, muitas mães e famílias têm uma excessiva preocupação com a alimentação da criança e a alimentam de forma exagerada, criando um hábito alimentar que pode se perpetuar. Às vezes, a alimentação é recompensada e elogiada de forma acentuada, criando na criança uma sensação de bem-estar e afetividade associada ao alimento.

As condições ambientais, socioculturais e psíquicas podem dificultar as práticas mais saudáveis de se alimentar e também levar o indivíduo a um comportamento sedentário, carente de exercícios e movimentação física. O sedentarismo aliado ao consumo de alimentos repletos de gorduras e de carboidratos pode levar o indivíduo à obesidade.

A sociedade atual possui um padrão de beleza que privilegia as formas corporais mais magras, no caso da mulher, e mais atléticas, no caso do homem. A própria sociedade induz à busca de um padrão exagerado de magreza ou ainda de forma física atlética também exagerada.

Em função dessa influência social, presente na mídia, as pessoas recorrem a diversos tipos de dietas, às quais estão promovendo patologias alimentares: “Isto significa que podem estar transformando pessoas saudáveis em pessoas doentes. Portanto, a sociedade desenvolve no indivíduo um conflito entre comer alimentos de forma compulsiva e manter uma forma física magra ou esbelta”, expõe Abdon Murad Jr.

Viver em constante estado de privação por causa de dietas restritivas leva a um estado crônico de fome e à compulsão alimentar e não é raro o aparecimento de doenças como o transtorno de comer compulsivo, a Bulimia e a Anorexia, que estão inteiramente relacionadas a fatores emocionais e  atingem cada vez mais adolescentes e mulheres de qualquer classe social.
     

A vulnerabilidade social muitas vezes obriga pessoas a trocarem alimentos de qualidade por alimentos baratos. A consequência disso é o crescimento de doenças como a obesidade

Uma alimentação balanceada é essencial para a saúde do ser humano. Inúmeras são as doenças relacionadas à baixa ingestão de nutrientes adequados, como hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes, câncer, osteoporose, além da obesidade. O consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares simples, em sódio, contaminados com agrotóxicos, e com outros aditivos alimentares, é prejudicial em diversos níveis para nosso organismo. Estudos comprovam a relação do consumo de alimentos com agrotóxicos e a diabetes e de alimentos processados com o câncer, por exemplo.

Para alimentos de baixo valor nutricional há a vulnerabilidade social. Poucos são os que podem realmente escolher a qualidade da comida que chega à mesa. Por mais que alimentos orgânicos sejam o ideal, essa realidade ainda está muito distante para a maioria dos consumidores. A insegurança alimentar é um fator de risco, não somente para a inanição, mas para doenças relacionadas à uma alimentação deficiente, como a obesidade.

 

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