Rafael Fonteles sanciona lei que reorganiza estrutura da Polícia Militar do Piauí

Rafael Fonteles sanciona lei que reorganiza estrutura da Polícia Militar do Piauí

Nova lei fortalece policiamento escolar, amplia assistência à saúde dos militares e reorganiza áreas administrativas e operacionais da corporação. / Foto: Gabriel Paulino

O governador Rafael Fonteles sancionou a Lei nº 8.982, que reorganiza a estrutura da Polícia Militar do Estado do Piauí (PMPI), modernizando setores administrativos, fortalecendo unidades especializadas e ampliando o atendimento aos policiais em todas as regiões do estado. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (3) e fixa o efetivo da corporação em 12.455 policiais militares.

Entre as principais mudanças está a criação do Batalhão de Policiamento Escolar (BPE), que irá substituir a Companhia Independente de Policiamento Escolar. A nova unidade terá duas companhias e reforçará as ações de segurança e prevenção à violência no ambiente escolar. Outra novidade é a reorganização do Batalhão de Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM), que passa a contar com quatro companhias: uma na capital e as outras três integradas aos comandos regionais do Litoral Meio Norte, Semiárido e Cerrados.

A lei também fortalece o enfrentamento à violência contra a mulher. A Coordenadoria de Prevenção e Enfrentamento à Violência Doméstica passa a contar com uma estrutura própria, incluindo setor específico para rondas e acompanhamento de vítimas atendidas pela Patrulha Maria da Penha.

Na área administrativa, a corporação ganha uma nova Coordenadoria de Licitações e Contratos Administrativos, responsável por centralizar os processos de contratação, além da reestruturação da Diretoria de Administração Financeira e Contábil. A Corregedoria também passa a contar com uma Coordenação de Justiça e Disciplina e comissões permanentes para condução de processos administrativos.

Outro destaque da nova legislação é a descentralização dos serviços de saúde. Foram criados Núcleos Regionais de Assistência Integral à Saúde e Perícias Médicas para ampliar o atendimento aos policiais militares e seus dependentes no interior do estado. O Hospital da Polícia Militar também teve sua estrutura reorganizada e passa a funcionar com diretorias específicas para as áreas técnica, administrativa e financeira.

Coronel Scheiwann Lopes, Comandante-Geral da PMPI (Foto: Gabriel Paulino)

 

A nova lei estabelece ainda critérios mais modernos para a progressão na carreira. O acesso aos postos superiores passa a exigir formação especializada, incluindo cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado profissional em Ciências Policiais. Também se torna obrigatória a realização de exames toxicológicos para ingresso na corporação, promoções e participação em cursos operacionais.

Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí também foi contemplado pela nova legislação. Entre as medidas, está a padronização das regras de ingresso na corporação, que passa a exigir exame toxicológico, além das etapas já previstas em concurso público, como provas de conhecimento, avaliação psicológica, exames de saúde, teste físico e investigação social.

(Foto: Ascom Corpo de Bombeiros)

 

A lei também garante a aplicação de normas de ensino e gestão aos bombeiros até a criação de legislação específica para a corporação. 

Quantidade do efetivo

A nova legislação também fixa o efetivo da Polícia Militar do Piauí em 12.455 policiais militares. Do total previsto, 1.171 integram o Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM), composto por coronéis, tenentes-coronéis, majores, capitães e tenentes. O Quadro Especial de Oficiais (QEOPM) reúne outros 504 militares. A legislação também mantém o fortalecimento das áreas especializadas de saúde, com oficiais médicos, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta.

Foto: Gabriel Paulino

 

A maior parte do efetivo é formada pelas praças policiais militares, que somam 10.689 integrantes entre subtenentes, sargentos, cabos e soldados. A definição do novo quadro busca garantir maior capacidade operacional à corporação e dar suporte à ampliação de unidades especializadas, ao policiamento ostensivo e às ações de segurança em todo o território piauiense.

Fonte: CCOM PI

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